sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Maksoud Plaza leiloado a preço de 35 aptos na Zona Sul

http://www.dgabc.com.br/News/5928304/maksoud-plaza-e-arrematado-em-leilao-por-lance-minimo.aspx



O hotel, em Sampa, foi leiloado pelo lance mínimo, de R$ 70 milhoes. O interessante é que possui 45 mil m2, o que dá 1,5k por m2, não chega ao preço da Rocinha se duvidar. O preço de avaliação era 140 milhas.

Os 70 milhões dariam pra comprar apenas 35 aptos de uns 200 m2 cada na Zona Sul do Rio, um total de 7000 m2. Das duas uma, ou o hotel foi avaliado e mais ainda leiloado a preço de banana, ou os imóveis no Brasil estão muito caros.

Abs

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Relatos de uma bolha



Depoimentos coletados (nem precisa dizer onde), pra ver até as pessoas podem chegar por causa de uma bolha:

"Assim como quem comprou na especulação não teve piedade de pedir 30% de ganho sem ter feito NADA
Assim como as construtoras não tiveram piedade de vender um cubiculo ridículo em que se pedia 30 anos da sua renda pra pagar
EU NÃO TEREI PIEDADE DE VER OS INVESTIDORES SANGRANDO NESSE MERCADO!!!
Quando os imóveis que estão sendo prontos forem entregues (movimento forte nos próximos 24 meses) vai ser lindo de ver"
"Eu que moro no rio, precisamente em copacabana, fico revoltado. Espelunca aqui, quarto e sala nego pedindo 300, 400 mil. É revoltante….. quero que esses especuladores, imobiliárias, incorporadores, construtores e outras pragas VÃO TODOS PRA PUTA QUE OS PARIU!!!!!"
"Pensando bem, não acho que quem tiver seu patrimônio dilapidado pelo estouro da bolha mereça um segundo de preocupação. Querer ganhar dinheiro através de trabalho, aplicação de capital, é uma coisa. Lucrar com disseminação de mentiras, desinformação, compra de matérias em jornais e revistas, e piorar o padrão de vida de boa parte da classe média que não possui imóvel próprio, é criminoso. Felizmente tenho um teto e nenhum motivo para preocupação, mas digo com toda a segurança que eu quero mais é ver o circo pegar fogo, e esses especuladores de m… falidos!!!"
"espero que esta bolha exploda, para que os fpds dos especuladores NUNCA MAIS,
NUNCA MAIS, NUNCA MAIS utilizem imovel como instrumento de especulação, um bem que deveria ser usado para abrigar familias é utilizado para especulação.
NUNCA MAIS fdp nenhum ira especular com imovel depois do estouro."
Update, achei mais um:
"Se todo HOMEM pudesse resolver problema com corretor/construtora no “tête-à-tête”, metade dessa raça de aproveitadores já estaria exterminada seu FOLGADO!"

É claro que isso não quer dizer nada do ponto de vista econômico (que é o foco do blog), mas achei interessante, e quis deixar registrado pra posteridade.

Abs

terça-feira, 22 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

TradingCafe falando sobre a bolha

Divulgando com pequeno atraso, pra quem ainda não viu:

http://tradingcafe.wordpress.com/2011/11/16/existe-uma-bolha-imobiliaria-no-brasil-sim-trading-cafe-tv/#comments



Discordo em algumas partes, depois comento.

Update:
Comentários

Resumindo:

1) "Muitas" pessoas comprando pra especular;

2) A propaganda das construtoras é focada em investimento;

3) Distribuição de renda no Brasil é ruim (desigual);

4) Existe terreno de sobra no Brasil, ao contrário de lugares como Manhattan;

5) O Fipe-Zap é um índice falso;

6) A queda das ações das construtoras é sinal que a bolha está estourando;

7) As construtoras estão dando descontos de no mínimo 30%.

1) e 2) são totalmente subjetivos, não concordo de jeito nenhum com este tipo de abordagem. Tem leitores daqui que são radicalmente contra a teoria da bolha, porém sustentam (e bem) sua percepção com gráficos e dados macro (tem um montão de dados aqui no blog, é só olhar o histórico).

3) Digamos que o um imóvel no Brasil esteja custando o mesmo (ou até mais) que um equivalente nos EUA. Se a renda média do americano é 3 ou 4 vezes a do brasileiro então isso prova uma bolha, certo? NÂO! Isso só prova que o imóvel é muito mais acessível lá do que aqui. Por ex. 50% dos americanos podem ter uma casa e apenas 5% dos brasileiros. Igual sempre foi, inclusive com outros bens de consumo. Ou então nós temos uma bolha de TV, geladeira e carro há 50 anos??? Pois essas coisas sempre foram muito mais caras aqui do que lá, e a renda per capita sempre foi bem menor...

4) O velho argumento do excesso de terrenos no BR... Alguém em sã consciencia considera uma casa no interior do Acre como opção a um imovel no Rio? É claro que não... O que tem que ver é: onde interessa pras pessoas, sobra ou falta espaço? Ficando no Rio, com esse transito dos inferno, tem um montão de bairros com metrô ou só meia duzia?

5) A (esgotadíssima) questão do Fipe-Zap: invalidar totalmente o índice só porque é sobre o preço pedido e não o pago... Acho um exagero. Até parece que os imóveis de 1 milhão saem na "hora da verdade" a 500 ou 600 mil... O proprietário deve até falar: "vou quebrar teu ganho, mas só dessa vez, hein".
Obs.: na entrevista o coordenador do Fipe-Zap prometeu melhorar este aspecto em breve.

6) Olha as 20 maiores quedas da Bovespa em 2011 e ve quantas construtoras estão ali. Outra coisa: caiu horrores nos ultimos tempos? Mas quanto tinha subido antes?? Será que o mercado precificou um futuro brilhante demais e depois se tocou que não seria bem assim? É a velha história da comparação com base forte.

7) Segundo a reportagem indicada pelo leitor "Me", são descontos de até 36% e não de no mínimo 30%. E aposto que eles botam uma gordurinha no preço antes de dar o tal desconto. Velha tática de português da mercearia.

No final ele fala sobre a quantidade de milionários econômicos e a quantidade de milionários por causa do preço do imóvel em que mora. Interessante, vou ver se consigo fazer uma comparação. De cara dá pra dizer que tem 155 mil milionários no BR pelo critério do mercado financeiro (investidor qualificado  é o sujeito que tem USD 1 milhão em investimentos financeiros).

Será que tem muito mais ou muito menos do que 155 mil imoveis de USD 1 milhão no BR? Como fazer essa estimativa? Será que faz sentido essa comparação?

Finalizando, concordo 100.000% com a parte que ele diz que este assunto deveria ser debatido de forma mais racional e menos passional. Mas... é uma vã esperança.

Respeito muito a opinião dos demais, e especialmente a do Ricardo (TradingCafe), mas quando o assunto é imóveis tem umas coisas que não "batem" com a minha visão.


Abs

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Estadão: Financiamento de 25 a 30 anos é mais procurado

Reportagem antiga (jan/2011), mas com dados relevantes:

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,financiamento-de-25-a-30-anos-e-mais-procurado,53153,0.htm


SÃO PAULO - Muitos têm essa dúvida: em quanto tempo financiar um imóvel, em 15, 20 ou 30 anos? Se você, leitor, faz parte dos que estão se decidindo por financiamento no prazo de 25 a 30 anos, por exemplo, você fará parte dos 55,1% que escolheram esse limite ao contraírem empréstimo na Caixa - instituição que detém 70% dos financiamentos imobiliários no País -, pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Esse número representa a consolidação do fenômeno que surgiu em 2007, quando o tempo de financiamento imobiliário se estendeu até 30 anos.
Segundo o gerente regional de Habitação e Construção Civil da Caixa, Nedio Henrique Filho, desde então um número cada vez maior de pessoas vem optando por ampliar o prazo de pagamento. Dados do banco - que financiou mais de R$ 70 bilhões em imóveis em 2010 - mostram que, em 2005, o prazo médio dos optantes pelo SBPE (famílias de renda média alta e alta renda) era de 180 meses, ou 15 anos. Já em 2010, o prazo médio subiu para 25 anos.
O mesmo fenômeno ocorreu para quem usou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS (famílias de baixa e média renda), com financiamento pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Em 2005, o prazo médio para compra a prazo era de 10 anos. Em 2010, pulou para 20 anos.Pelo FGTS, 73,8% dos que obtiveram crédito optaram por quitá-lo no período de 20 a 25 anos.
"Há forte tendência de ampliação do prazo médio de amortização dos imóveis", diz Henrique Filho. "O cenário começou a mudar em 2007/2008 com o aumento da oferta de crediário, da produção de imóveis e a extensão do prazo de financiamento para até 30 anos. Outro fato importante é a crescente participação de mutuários abaixo dos 35 anos no número de contratos de compra."
Se em 2000 esse grupo adquiriu pela Caixa apenas 0,1% dos imóveis com valores entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, o número pulou para 3,5% entre janeiro e maio de 2010 (somente esse período estava disponível pelo banco até sexta-feira). Já na faixa dos imóveis com valores de R$ 80 mil a R$ 130 mil, o porcentual dos financiamentos subiu 15 vezes: em 2000, esses clientes somavam 1,2% e, no ano passado, atingiram 16%. No total dos imóveis financiados, a participação dos mutuários de até 35 anos passou de 51% em 2000 para 56,9% em 2010.
Prestação. O grupo dos acima de 35 anos, por sua vez, sofreu queda de participação, embora não tenha ocorrido de maneira ininterrupta. Desde 2001, sua participação (49%) passou a registrar queda até 2006 (45%). No ano seguinte, recuperou-se e foi para 46,2%. Em 2008, porém, voltou a cair e, no ano passado, foi para 43,1%. "Numa economia estável e boa oferta de crediário, pessoas mais jovens criam coragem e fazem financiamento", diz.
A escolha por prazos maiores para a amortização da dívida, conclui o executivo da Caixa, tem relação direta com o valor das prestações. Quanto mais anos para pagar, mais diluído fica o pagamento e, por consequência, as prestações são mais baixas. "Em uma comparação livre, o mesmo se dá quando as pessoas escolhem comprar uma geladeira, TV ou automóvel em muitas prestações", diz o gerente regional da Caixa.
"No caso da nossa instituição, a taxa de juros é a mesma tanto para quem faz um financiamento em cinco anos quanto para quem faz em 30 anos. Em compensação, os juros vão rolando em cima do valor da dívida, e a pessoa acaba pagando mais quanto maior o número de anos de financiamento", diz o executivo.
Abs

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Mais um relatório do CS

Um tom meio otimista demais, mas vale a lida:



Abs

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CUB/m2 - Custo Unitário Básico de Construção


A quem interessar possa, neste site tem o custo de construir o m2 em cada estado do BR:

https://www.cub.org.br/

A título de curiosidade, no Rio de Janeiro, no mais alto padrão, sai por pouco menos de 1,5k/m2.

Esse valor inclui material + mão de obra, mas exclui despesas c/ projeto, documentação, e outras coisas, conforme detalhado na cartilha. Leitura de cabeceira p/ engenheiros.

Tem várias outras explicações pelo site.

Espero que seja útil.

Abs